segunda-feira, 26 de março de 2007

QUE O DIABO SEJA CEGO, SURDO E MUDO TUDO BEM, AGORA...

Que o diabo seja cego, surdo e mudo tudo bem, agora o Governo não pode entrar por aí.
Esta situação da OTA em que o Primeiro-Ministro pela sua habitual teimosia não quer ver as evidências que o relatório da NAV (Navegação Aérea de Portugal), entidade máxima da navegação aérea em Portugal , lhe mostrou; não quer ouvir o que autoridades de peso dentro do seu partido, como António Vitorino e Jorge Coelho lhes quiz advertir; nem o que a oposição responsável reclama, nem o que a opinião pública na generalidade tem vindo a criticar; não fala no Parlamento para defender o seu Ministro das Obras-Públicas quando questionado porque é que Mário Lino faltou à verdade; então é porque a NAV é incompetente, e o novo areoporto atingirá os 80 aviões/hora; nas duas pistas serão permitidas aterragens e descolagens simultâneamente; o prazo de validade do investimento será muito mais que 13 anos; as dificuldades da obra de engenharia não serão de grande importância; o trafego aéreo não colidirá com os espaços aéreos reservados às Forças Armadas, etc, etc, etc.
Mas no fim de contas seria tão fácil para o Primeiro-Ministro provar que não era teimoso e que estávamos todos errados. Bastava para isso responder às três perguntas que António Vitorino referiu na semana passada na RTP: se o prazo de validade é apenas de 13 anos; se as implicações com a Força Aérea colidem com os interesses da Defesa Nacional; e se o impacto da obra de engenharia é assim tão grande.
É tão simples como isso.