sábado, 31 de março de 2007

DIZEM QUE É UMA ESPÉCIE DE PAÍS....

Dizem que é uma espécie de país e a verdade é que temos mesmo que viver nele apesar de tantas incongruências dos nossos governantes e não só, aliás como a seguir descriminamos:

- Um Presidente da República, que promove em Belém uma "reunião", para comemorar os 50 anos do Tratado de Roma , e convida todos os "protagonistas executivos" da nossa entrada para a Europa e deixa deliberadamente de fora Mario Soares, que de executivo não teve nada...Simplesmente foi o Primeiro Ministro que assinou a nossa adesão. Digamos que, à moda da Madeira...;
- Um Primeiro-Ministro, que para lá de já ter alcançado o cognome de "O Teimoso", coloca agora a oposição e a imprensa à procura das suas verdadeiras habilitações académicas;
- Um Governo, que propõe há uns meses que os funcionários públicos têm de trabalhar mais anos e agora vem pretender que a partir de 2009 o funcionário ideal tenha menos de 40 anos, formação especializada ou licenciatura, seja poliglota, com domínio das novas tecnologias e....preferencialmente admitido em regime de contrato individual de trabalho;
- Um Ministro da Economia, que compra uma marca plagiada para a promoção do Algarve, quando essa mesma já existe há 4 anos, pela mão de um holandês que entendeu disponibilizar aos seus conterrâneos um site com as informações entendidas por necessárias para aqueles visitantes e outros estrangeiros terem uma melhor estadia;
- Uma Ministra da Cultura, que de "gag" em "gag", desde a vida negra que quiz fazer a Rui Rio, e assim atrasar uma obra essencial, passando pela saída de Fraústo da Silva do CCB, após dez anos à frente da instituição, da saída de António Lagarto da direcção do Teatro D.Maria II, que soube pelo Público da sua demissão, até ao afastamento de um dos melhores directores de teatro de ópera( Paolo Pinamonti), do Teatro S.Carlos, e da não menos questionável maneira como o próprio foi informado;
- Um Governo Regional da Madeira, em que o seu lider, apesar de avisado públicamente pelo Presidente da República, que não deveria utilizar o cargo para promover a sua recandidatura, continua e continuará a inaugurar de fontanários a estradas e obras particulares como convidado, fazendo das advertências do Presidente da República simplesmente letra morta;
- Uma universidade, onde por acaso andou o Primeiro-Ministro, e na qual os dirigentes académicos quase andam à lapada com "gorilas" de um lado e do outro, e o vice-reitor é preso e o reitor só não o é porque paga uma fiança de 250.000 euros;
- Um partido político, onde os pontos de vista se resolvem com empurrões e insultos, e quem deixa uma situação à deriva volta passados dois anos como "salvador da pátria";
- Gestores de empresas municipais falidas, a auferirem ordenados e mordomias impensáveis, e como se não bastasse, a acumular com vencimentos provenientes de funções políticas;
- Nomeações, como a de um gestor para o conselho de administração da Redes Energéticas Nacionais , que há um ano atrás sai da Galp Energia com uma indemnização de quase meio milhão de euros, apesar de ambas as empresas terem participações públicas, e em que o Ministro das Finanças não vê qualquer problema nesta indigitação;

Com este arraial todo já não precisamos de mais música!... Porque é nesta espécie de país que temos de continuar a viver.

segunda-feira, 26 de março de 2007

QUE O DIABO SEJA CEGO, SURDO E MUDO TUDO BEM, AGORA...

Que o diabo seja cego, surdo e mudo tudo bem, agora o Governo não pode entrar por aí.
Esta situação da OTA em que o Primeiro-Ministro pela sua habitual teimosia não quer ver as evidências que o relatório da NAV (Navegação Aérea de Portugal), entidade máxima da navegação aérea em Portugal , lhe mostrou; não quer ouvir o que autoridades de peso dentro do seu partido, como António Vitorino e Jorge Coelho lhes quiz advertir; nem o que a oposição responsável reclama, nem o que a opinião pública na generalidade tem vindo a criticar; não fala no Parlamento para defender o seu Ministro das Obras-Públicas quando questionado porque é que Mário Lino faltou à verdade; então é porque a NAV é incompetente, e o novo areoporto atingirá os 80 aviões/hora; nas duas pistas serão permitidas aterragens e descolagens simultâneamente; o prazo de validade do investimento será muito mais que 13 anos; as dificuldades da obra de engenharia não serão de grande importância; o trafego aéreo não colidirá com os espaços aéreos reservados às Forças Armadas, etc, etc, etc.
Mas no fim de contas seria tão fácil para o Primeiro-Ministro provar que não era teimoso e que estávamos todos errados. Bastava para isso responder às três perguntas que António Vitorino referiu na semana passada na RTP: se o prazo de validade é apenas de 13 anos; se as implicações com a Força Aérea colidem com os interesses da Defesa Nacional; e se o impacto da obra de engenharia é assim tão grande.
É tão simples como isso.